



Serpentina Pop será inaugurada dia 21 de julho na reabertura da Grande Galeria do Centro Cultural Candido Mendes .
A perspectiva que foi durante o período do Renascimento e no começo da ascensão da burguesia um procedimento não somente estético mas também político. O dito “real burguês” não podia ser confundido com a acumulação mitológica que formou o universo visual da idade Media. A perspectiva desmanchou aquelas acumulações de ordem divina para que a burguesia fosse cientificamente realista. O real burguês introduziu a distância entre os objetos, e fez do espectador um centro.
Deste modo e com esta premissa o artista Luiz Badia permite ao espectador, em uma primeira análise, o todo do trabalho no espaço pictórico, onde cria e desenvolve sobre a obra uma livre expressão poética. A tela ganha ares de abstração que flui com pinceladas espontâneas e precisas.
Neste território, demarcado por tons de sua paleta, o artista traduz para o espectador o pensamento de fronteiras nos planos e no espaço, onde apresenta na pintura o desenho por princípio pela personalidade, a linha. na representação da forma recria imagens, itens elementares e símbolos contemporâneos que ainda são encontrados em nosso cotidiano, e ao longo dos tempos, na historia, onde, por vezes, o identificamos, muito em particular, ou em cada episódio, cena, ícone ou mito velado e revelado, sobre a tela que projeta tanto uma certa inquietação quanto, e tão propriamente, uma íntima e persuasiva reverberação política e social.
Ao introduzir e ao representar a idéia do mito – que é definido segundo Joseph Campbell* como “mito é algo que nunca existiu, mas que existe sempre” - sabemos que os mitos são narrativas criadas para explicar ou contar algo, para justificar alguma coisa, mas que na prática não importa se o mito e verdadeiro ou falso; o que importa é sua eficiência na memória.
Contudo, os ícones, para a Semiologia, são imagens que mantém com um determinando objeto uma relação de semelhança ou propriedade. Um ícone é uma abstração de algo que é do nosso conhecimento, e apresenta pelo menos um traço em comum com o objeto representado.
Dos ícones, mitos e símbolos apresentados pelo artista em sua concepção da obra, são de uma realidade universal tão distante quanto próxima, como os progressos tecnológicos embutidos na idéia da corrida armamentista que iniciava uma era em crescimento, a idéia da leveza perpetuada no iminente vôo dos insetos, a forma, o dorso, a força e a silhueta, a natureza propriamente dita, a evolução do homem contada de maneira curiosa e peculiar, por vezes perversa e violenta, a vida, o tempo, sem com isso usar de uma didática pueril e fugaz. Em todos os detalhes, inclusive os vários episódios que pela leitura pictórica sucedem lugares e épocas distintas, verifica-se que são dados no mesmo plano como idênticos no tempo, porém...
Esta serie intitulada pelo artista de Serpentina Pop desenvolvida entre 2009 e 2010 é oferecida ao publico quase que de maneira documental e ilustrativa, contudo a poética inerente em todo seu conjunto, permite que, ao confrontarmos cada tela, tenhamos uma nova e singular experiência.
José Ricardo Barbosa dos Santos
A perspectiva que foi durante o período do Renascimento e no começo da ascensão da burguesia um procedimento não somente estético mas também político. O dito “real burguês” não podia ser confundido com a acumulação mitológica que formou o universo visual da idade Media. A perspectiva desmanchou aquelas acumulações de ordem divina para que a burguesia fosse cientificamente realista. O real burguês introduziu a distância entre os objetos, e fez do espectador um centro.
Deste modo e com esta premissa o artista Luiz Badia permite ao espectador, em uma primeira análise, o todo do trabalho no espaço pictórico, onde cria e desenvolve sobre a obra uma livre expressão poética. A tela ganha ares de abstração que flui com pinceladas espontâneas e precisas.
Neste território, demarcado por tons de sua paleta, o artista traduz para o espectador o pensamento de fronteiras nos planos e no espaço, onde apresenta na pintura o desenho por princípio pela personalidade, a linha. na representação da forma recria imagens, itens elementares e símbolos contemporâneos que ainda são encontrados em nosso cotidiano, e ao longo dos tempos, na historia, onde, por vezes, o identificamos, muito em particular, ou em cada episódio, cena, ícone ou mito velado e revelado, sobre a tela que projeta tanto uma certa inquietação quanto, e tão propriamente, uma íntima e persuasiva reverberação política e social.
Ao introduzir e ao representar a idéia do mito – que é definido segundo Joseph Campbell* como “mito é algo que nunca existiu, mas que existe sempre” - sabemos que os mitos são narrativas criadas para explicar ou contar algo, para justificar alguma coisa, mas que na prática não importa se o mito e verdadeiro ou falso; o que importa é sua eficiência na memória.
Contudo, os ícones, para a Semiologia, são imagens que mantém com um determinando objeto uma relação de semelhança ou propriedade. Um ícone é uma abstração de algo que é do nosso conhecimento, e apresenta pelo menos um traço em comum com o objeto representado.
Dos ícones, mitos e símbolos apresentados pelo artista em sua concepção da obra, são de uma realidade universal tão distante quanto próxima, como os progressos tecnológicos embutidos na idéia da corrida armamentista que iniciava uma era em crescimento, a idéia da leveza perpetuada no iminente vôo dos insetos, a forma, o dorso, a força e a silhueta, a natureza propriamente dita, a evolução do homem contada de maneira curiosa e peculiar, por vezes perversa e violenta, a vida, o tempo, sem com isso usar de uma didática pueril e fugaz. Em todos os detalhes, inclusive os vários episódios que pela leitura pictórica sucedem lugares e épocas distintas, verifica-se que são dados no mesmo plano como idênticos no tempo, porém...
Esta serie intitulada pelo artista de Serpentina Pop desenvolvida entre 2009 e 2010 é oferecida ao publico quase que de maneira documental e ilustrativa, contudo a poética inerente em todo seu conjunto, permite que, ao confrontarmos cada tela, tenhamos uma nova e singular experiência.
José Ricardo Barbosa dos Santos

Nenhum comentário:
Postar um comentário